Os perigos ao apurar uma celebração
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- 26 de mai.
- 2 min de leitura

O título parece um tanto sensacionalista, mas não é! Bom, pelo menos, para casais que escolhem promover uma celebração de casamento tendo a realidade como base.
A questão é que conhecer histórias e transpô-las em uma narrativa vai muito além dos recortes bonitos, românticos, cheios de contorno, diálogos de amor e tantas outras definições. Afinal, os dias a dois nem sempre são de céu azul, límpido e com raios de sol, não é mesmo?
Vou contar aqui um causo de apuração para exemplificar:
Na contratação da celebração, avisei ao casal do método que utilizo, das reuniões conjuntas e da possibilidade de falarmos sobre todo tipo de situação vivida. Só que no decorrer das conversas, com o aprofundamento de detalhes e emoções, chegamos à notícia de que tinham se separado por um período.
Naquele momento era nítido o nó que o assunto dava; que, talvez, não tivessem conversado a fundo sobre suas percepções; e que ainda havia pendências a resolver.
Porém, como abordar isso com eles? Como conduzir a continuidade do bate-papo sem parecer invasivo ou prolongar alguma dor? Poderia ser o fim?
Nessas horas, eu pauso. Concluo a conversa, remanejo horários e aguardo a poeira chegar novamente à superfície. Na retomada da apuração, eles chegam mais assentados e muitas vezes relatam que alinharam arestas. Nessa montanha-russa, o casal e eu ganhamos fôlego para encontrar beleza, cuidado, sutileza e espaço para esse fato ser relatado com sua devida proporção.
Olhar para dentro ao construir uma celebração pode parecer pouco óbvio e perigoso. Todavia, o que não é isso, senão o tecido das relações?
Em outras palavras: perigos existem; oportunidades também!
Gostou desse texto? Compartilha com seu amor ou com algum(a) amigo(a) que pretende casar!
Um beijo,
Juliane




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