Tudo bem: tudo bem ser infeliz de vez em quando
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- 28 de mai.
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Tudo bem ser infeliz de vez em quando, mesmo que isso signifique deixar a utopia morrer.
Entre as minhas infelicidades mora o antídoto da intensidade.
O marasmo bate cartão, a convivência vira conveniência e me pego na curva do passado e futuro, sendo, exatamente, esquina de um presente repleto de se(s).
E, na insensatez, a incerteza que chega de mansinho sussurra que a permanência será a única forma de resgate. Meu, teu, nosso.
Hoje eu sou testemunha de tudo o que você viveu.
Hoje você é testemunha dos momentos de felicidade e de tantos hiatos comuns.
O que seremos ao longo dos anos? Reflexos de escolhas, rios que se cruzam e desaguam em ritmos, ideias, anseios e vibrações diferentes?
Já estou contigo há mais tempo do que com meus pais e, mesmo assim, carrego a esperança de sentir saudades do que ainda não vivemos.
Seria forjar os meus sentimentos?
Não sei. Na verdade, na iminência de colocar tudo ao chão - o que também não seria má ideia, já que materializa e assenta -, minha conclusão momentânea é simples: por agora, quero seu olhar efêmero. A confusão que
movimenta e faz eu me questionar por inteiro.
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Hoje a máxima de que a felicidade está em pequenas pílulas de rápida absorção chegou aqui e resolveu fazer morada. Escrevi porque achei relevante falar sobre a certeza de que vivemos extremos, ansiamos por muito e pausamos na linha tênue do largar ou continuar.
Ser humano também é ser ambíguo e nisso há tanta beleza, principalmente, na vida a dois.
Caminhar para o altar ou estar nele por anos também é exercício constante. Afinal, estamos sempre em constante construção.
Beijos,
Juliane




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