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Saber amar
Seu aniversário chegou. Pela primeira vez, de forma intencional, ele vestiu a camisa da seleção. Lutou por isso, pelo shorts ao invés da calça, pela meia quadriculada, vermelha e preta, embora o costume seja branco, verde ou amarelo. Sua personalidade aflora a cada dia. Antes as vontades não eram tão fáceis de decifrar. As palavras não tinham tanto corpo, as expressões não eram tão nítidas e a opinião pouco defendida. Só que hoje, só hoje, abriu a porta do quarto marrento, co
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15 de jun.1 min de leitura


Amar no silêncio
Faz tempo que deixei de acreditar na definição poética do amor - e não só isso, comecei a me irritar também com tanta baboseira. Não, antes que você diga se tratar de uma fala amargurada, machucada pela vida, pelas pessoas ou pela pessoa, abro um parênteses para te mostrar uma outra visão de mundo. Eu já sonhei muito em ter alguém que me trouxesse o famoso frio na barriga, que fosse como nos filmes da minha infância ou que me enviasse uma mensagem e oferecesse uma música no P
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10 de jun.2 min de leitura


Você em mim
Dia desses me peguei pensando em como tudo começou. As chances que tínhamos de nos cruzar eram mínimas. Você, definitivamente, não fazia o meu tipo e eu, conscientemente, sabia disso quando nos cumprimentamos pela primeira vez. O famoso clichê, pagar a língua, os opostos se atraindo, talvez, por algum aspecto freudiano… Alguns dariam o nome de padrão, ou melhor, diriam que eu estaria repetindo padrões inconscientes, tentando fugir de amores que não deram certo pela semelhança
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8 de jun.2 min de leitura


Desencontros
Nossos desencontros eram mais frequentes que os encontros. Inconsistentemente consistente; sinônimo de paixão ardente, paquera despretensiosa, relação adolescente. Tique-taque o tempo passava e pouco nos importávamos. O jogo era tão gostoso que o abrir de porta, o andar na ponta dos pés, o surpreender com um beijo ao pé do ouvido e a desorientação se era dia ou noite, tornava tudo trovadoresco; um misto de cantiga de amor e de amigo. Eu que ia e vinha amava a brincadeira. Ali
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5 de jun.3 min de leitura


Amores maduros em corpos imaturos
Eu sempre fui velho. Curti música de velho. Queria avançar os anos para meio que estar na mesma vibração de uma alma, pasme: também velha. Ao invés do rock, da balada, de toda inconsequência juvenil, mergulhava na MPB, queria filosofar sem fim sobre as letras, encontrar pessoas que pensassem da mesma maneira. Afinal, como essas canções sabiam falar de amor… No colégio, eu ficava um tanto à margem dos colegas. O que me permitia viver da forma que eu quisesse, sem ser zoado por
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4 de jun.2 min de leitura


Sinônimo de amor: a bolsa, o metrô e os olhos que sorriem
Outro dia me perguntaram por que a minha bolsa era tão grande. Poderia ser um mero interesse na tendência de moda ou uma tentativa de descobrir as variáveis que eu tento controlar, mas como levei um pouco pro lado pessoal, considerando uma certa invasão, devolvi o desconforto sem ressalvas: “você está querendo o quê?” Ali, naquela conversa tipo de elevador, só que com um objeto envolvido, peguei qualquer indício de aproximação e joguei fora. Ele saiu do assento do metrô, le
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3 de jun.3 min de leitura


Mania de amor
Tenho mania de teorizar tudo aquilo que me envolvo. Seja a leitura de um livro, seja abastecer um filtro. Vou da simples prática aos pensamentos mais complexos de como conecto coisas comigo. Se tudo é uma grande coincidência do destino e pouco a pouco vai se revelando ou se nada faz sentido mesmo. Será que alguém também é assim? Faz isso no automático, não compartilha por receio de acharem estranho, embora se identifique e seja atraído por estranhezas? Já li muito sobre amor
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1 de jun.2 min de leitura


Tudo bem: tudo bem ser infeliz de vez em quando
Tudo bem ser infeliz de vez em quando, mesmo que isso signifique deixar a utopia morrer. Entre as minhas infelicidades mora o antídoto da intensidade. O marasmo bate cartão, a convivência vira conveniência e me pego na curva do passado e futuro, sendo, exatamente, esquina de um presente repleto de se(s). E, na insensatez, a incerteza que chega de mansinho sussurra que a permanência será a única forma de resgate. Meu, teu, nosso. Hoje eu sou testemunha de tudo o que você viveu
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28 de mai.2 min de leitura


Relações comuns e ódio padrão
Há quem diga que romances são feitos de risadas largas, vontade incessante de estar próximo, beijos ardentes e um imaginário extenso do futuro juntos. Mas, meus queridos, esses seriam apenas fragmentos - tão só pedaços de realidade. Os que tanto viviam nessa bolha ficaram nas telas, nos livros, na ficção que não cessa, na ilusão desejada de uma vida linear; emoldurada para ser perfeita. E, feliz ou infelizmente, a depender dos óculos que vestes, o perfeito pode ser justamente
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27 de mai.2 min de leitura


Os perigos ao apurar uma celebração
O título parece um tanto sensacionalista, mas não é! Bom, pelo menos, para casais que escolhem promover uma celebração de casamento tendo a realidade como base. A questão é que conhecer histórias e transpô-las em uma narrativa vai muito além dos recortes bonitos, românticos, cheios de contorno, diálogos de amor e tantas outras definições. Afinal, os dias a dois nem sempre são de céu azul, límpido e com raios de sol, não é mesmo? Vou contar aqui um causo de apuração para exemp
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26 de mai.2 min de leitura


Celebração é um desejo só das noivas?
O imaginário popular - para não dizer estigma - é um tanto complicado, né? Bom, pelo menos para mim. Afinal, todos esses panos de fundo, da construção do coletivo, às histórias que pertencem à vida de todos, quando, na verdade, não são de ninguém, só servem de rótulo. E, sem conclusões longas: pouco prestam! Quem foi que disse que contratar uma celebração incomum, diferenciada, personalizada, ou seja qual for o nome (rótulo) dado, é vontade exclusiva das noivas (leia a mulher
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26 de mai.1 min de leitura


O óbvio que faz toda a diferença na celebração
Somos todos únicos. Não, isso não é um clichê para vendas é uma constatação. Por isso, no processo de estruturação da celebração do seu casamento, tenha essa sentença como um mantra: nada que para vocês parece óbvio pode ser óbvio ao celebrante. Essa é uma dica de ouro que ofereço sempre. Afinal, no meu processo criativo, além de ver, escutar e anotar, eu tento (sim, é uma tentativa) reviver a história de vocês, sentir o que sentiram, ouvir as músicas que embalaram idas e vin
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22 de mai.1 min de leitura


O maior erro no processo de apuração da celebração
Você e seu par escolheram o celebrante por ele ter uma entrega diferenciada. Porém, no momento da apuração da história de vocês, notam que estão com dificuldade de se expressar, se incomodam com as perguntas de aprofundamento e ficam um bocadinho frustados. Afinal, por que é tão difícil contar o caminho até o altar sem ser superficial, direto e querendo concluir as etapas rapidamente? Eu diria que isso é um tanto comum e que vocês não precisam se sentir como alienígenas! Essa
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22 de mai.2 min de leitura


Como uma celebração é criada?
Que não há uma receita de bolo, os bons celebrantes já sabem. Só que a janela interpretativa se abre justamente no intervalo entre o que o profissional e os noivos entendem por processo criativo e, principalmente, por qual experiência ele resultará. Da parte dessa celebrante aqui - um tanto incomum -, o processo criativo é diário. Muito antes de conversar com os noivos, conhecer as suas histórias e compreender qual será o gancho para a narrativa no altar, realizo exercícios d
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22 de mai.1 min de leitura


O que essa celebrante tem a ver com a série The Pitt?
Esse post é dedicado aos meus queridos casais médicos e àqueles, como eu, que curtem séries de drama premiadas e super intensas! O disclaimer é básico: não há spoiler e muito menos propaganda, beleza? Assisti a todas as temporadas da série, torci por alguns personagens, chorei com partidas, vibrei com procedimentos de sucesso e até fiquei brava com negacionistas... infelizmente, faz parte! E, de jeito bem Juliane de ser, sentada com meu caderno nas mãos e deixando as ideias f
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15 de mai.2 min de leitura


O celebrante tem que ter um método para ser bom?
Você já reparou o quanto somos cercados de metodologias? Elas estão presentes na ciência, no ensino, na condução de um projeto e nas celebrações também. Por que não? Eu diria que nada mais é do que um caminho, testado na prática e que oferece resultados semelhantes para aqueles que o utilizam. Simples para quem por ele é conduzido; complexo para quem o desenvolve. Porém, deliciosamente feliz para quem entrega uma narrativa de fragmentos de vida! Por aqui, escolhemos não nomea
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15 de mai.1 min de leitura


Qual é a celebração que está no "hype"?
Resposta sincera: não sei! Eu não sigo o "hype". Mas, espera: como você acha que os noivos chegarão até você? Alguma adaptação às tendências você tem que oferecer... Vou abrir um parênteses gigantesco aqui porque quem está lendo esse blog é porque quer se aprofundar um pouco na maneira que eu penso, trabalho e vibro nessa vida (segue o fio): Desde criança comunicação é um caminho sem volta. Sempre falei muito, escrevi com gosto, amei análise sintática de cara e não há cálculo
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15 de mai.2 min de leitura


Minha história não é bonita para uma celebração
Não sou muito de começar os textos com uma pergunta, mas, seguindo a trend do momento: "será?" Para quem já ouviu - e contou - boas histórias, eu diria que essa frase, dependendo do contexto, pode não ser tão verídica. E, sendo assim, proponho um exercício conceitual: tente responder as perguntas abaixo! 1) A mais clássica de todas: o que é beleza para você? 2) Você considera beleza algo usual e que no campo dos relacionamentos seja semelhante a alguma tradição? 3) Não há be
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13 de mai.2 min de leitura


O amor é a única motivação do celebrante?
Sabe quando a simplicidade do fazer começa a ser inundada por tendências, padrões sociais ou estrutura de negócios? Pois é, aí mora o perigo, principalmente - e na minha opinião - para os celebrantes sociais de casamento (fica comigo que eu explico melhor esse raciocínio). Na tentativa de promover conexão com os noivos, seguir a receita de bolo dos concorrentes de sucesso e o que as assessorias buscam, bolar um branding que enalteça o amor real parece ser um caminho assertivo
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13 de mai.1 min de leitura


Como saber se contratamos a celebrante certa?
Opa, chegou a hora de escolher os fornecedores do casamento! A assessoria chega com uma lista bem recomendada, destacando os prós e contras de cada um, porém, no que diz respeito ao celebrante, os perfis são variados: A opção A faz mágica; A opção B escreve poesia; A opção C é despachada e “tem o molho”; A opção D é iniciante, mas cabe no bolso e possibilita uma verba para as lembrancinhas… Pronto. Começou o tormento! Afinal, se cada um tem um jeito de trabalhar e entrega alg
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29 de abr.2 min de leitura
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