top of page


Você em mim
Dia desses me peguei pensando em como tudo começou. As chances que tínhamos de nos cruzar eram mínimas. Você, definitivamente, não fazia o meu tipo e eu, conscientemente, sabia disso quando nos cumprimentamos pela primeira vez. O famoso clichê, pagar a língua, os opostos se atraindo, talvez, por algum aspecto freudiano… Alguns dariam o nome de padrão, ou melhor, diriam que eu estaria repetindo padrões inconscientes, tentando fugir de amores que não deram certo pela semelhança
partilharhistorias
há 1 dia2 min de leitura


Desencontros
Nossos desencontros eram mais frequentes que os encontros. Inconsistentemente consistente; sinônimo de paixão ardente, paquera despretensiosa, relação adolescente. Tique-taque o tempo passava e pouco nos importávamos. O jogo era tão gostoso que o abrir de porta, o andar na ponta dos pés, o surpreender com um beijo ao pé do ouvido e a desorientação se era dia ou noite, tornava tudo trovadoresco; um misto de cantiga de amor e de amigo. Eu que ia e vinha amava a brincadeira. Ali
partilharhistorias
há 4 dias3 min de leitura


Amores maduros em corpos imaturos
Eu sempre fui velho. Curti música de velho. Queria avançar os anos para meio que estar na mesma vibração de uma alma, pasme: também velha. Ao invés do rock, da balada, de toda inconsequência juvenil, mergulhava na MPB, queria filosofar sem fim sobre as letras, encontrar pessoas que pensassem da mesma maneira. Afinal, como essas canções sabiam falar de amor… No colégio, eu ficava um tanto à margem dos colegas. O que me permitia viver da forma que eu quisesse, sem ser zoado por
partilharhistorias
há 6 dias2 min de leitura


Sinônimo de amor: a bolsa, o metrô e os olhos que sorriem
Outro dia me perguntaram por que a minha bolsa era tão grande. Poderia ser um mero interesse na tendência de moda ou uma tentativa de descobrir as variáveis que eu tento controlar, mas como levei um pouco pro lado pessoal, considerando uma certa invasão, devolvi o desconforto sem ressalvas: “você está querendo o quê?” Ali, naquela conversa tipo de elevador, só que com um objeto envolvido, peguei qualquer indício de aproximação e joguei fora. Ele saiu do assento do metrô, le
partilharhistorias
há 7 dias3 min de leitura


Mania de amor
Tenho mania de teorizar tudo aquilo que me envolvo. Seja a leitura de um livro, seja abastecer um filtro. Vou da simples prática aos pensamentos mais complexos de como conecto coisas comigo. Se tudo é uma grande coincidência do destino e pouco a pouco vai se revelando ou se nada faz sentido mesmo. Será que alguém também é assim? Faz isso no automático, não compartilha por receio de acharem estranho, embora se identifique e seja atraído por estranhezas? Já li muito sobre amor
partilharhistorias
1 de jun.2 min de leitura


Tudo bem: tudo bem ser infeliz de vez em quando
Tudo bem ser infeliz de vez em quando, mesmo que isso signifique deixar a utopia morrer. Entre as minhas infelicidades mora o antídoto da intensidade. O marasmo bate cartão, a convivência vira conveniência e me pego na curva do passado e futuro, sendo, exatamente, esquina de um presente repleto de se(s). E, na insensatez, a incerteza que chega de mansinho sussurra que a permanência será a única forma de resgate. Meu, teu, nosso. Hoje eu sou testemunha de tudo o que você viveu
partilharhistorias
28 de mai.2 min de leitura


Relações comuns e ódio padrão
Há quem diga que romances são feitos de risadas largas, vontade incessante de estar próximo, beijos ardentes e um imaginário extenso do futuro juntos. Mas, meus queridos, esses seriam apenas fragmentos - tão só pedaços de realidade. Os que tanto viviam nessa bolha ficaram nas telas, nos livros, na ficção que não cessa, na ilusão desejada de uma vida linear; emoldurada para ser perfeita. E, feliz ou infelizmente, a depender dos óculos que vestes, o perfeito pode ser justamente
partilharhistorias
27 de mai.2 min de leitura
bottom of page
